Dicionário Financeiro

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Termos mais procurados

Economia de subsistencia

A economia de subsistência refere-se à produção agrícola de bens de consumo imediato e destinados ao mercado local. Embora o termo sugira uma produção voltada apenas para a subsistência do produtor, essa prática tem algum caráter mercantil, diferenciando-se da agricultura de autossuficiência ou economia natural, onde não há excedente para comercialização. A economia de subsistência tem sido praticada desde a Antiguidade grecoromana, mas ganhou maior importância na economia medieval, especialmente a partir do século XI, com o desenvolvimento das relações de troca nos mercados locais e feiras. No Brasil colonial, a economia de subsistência era praticada em engenhos e fazendas, onde eram cultivados alimentos como milho, feijão e arroz, ou em áreas de colonização europeia com base na pequena propriedade, como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Após o período pós-abolicionista, essa prática foi realizada pelos colonos que trabalhavam nas fazendas de café. Atualmente, a economia de subsistência está associada às pequenas propriedades agrícolas, que abastecem os centros urbanos com cereais, leguminosas e tubérculos. Ao refletir sobre a economia de subsistência, é importante considerar sua importância para o fornecimento de alimentos às comunidades locais e sua contribuição para a segurança alimentar. Essa forma de produção agrícola também desafia o modelo predominante de agricultura intensiva e globalizada, destacando a importância da agricultura familiar e sustentável na promoção da diversidade agrícola, preservação do meio ambiente e fortalecimento das comunidades rurais.

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Estrutura economica

A estrutura econômica é o conjunto de elementos relativamente estáveis que se relacionam no tempo e no espaço para formar uma totalidade econômica. Ela engloba a relação entre os três principais setores de atividade: primário (agricultura e extração), secundário (indústria) e terciário (serviços). O crescimento desses setores ocorre de forma desigual, e a defasagem setorial é um elemento importante para avaliar a estrutura e o desenvolvimento de uma economia. A estrutura econômica de um país pode ser caracterizada pela predominância de um setor específico, como a agricultura em países menos desenvolvidos ou a indústria em países altamente desenvolvidos. Além disso, diferentes análises consideram a produtividade, a presença de setores modernos e tradicionais, e a estrutura do mercado como elementos-chave para compreender a complexidade da estrutura econômica. O conceito de estrutura econômica também está relacionado ao conceito mais amplo de totalidade social, sendo a base econômica sobre a qual se ergue a superestrutura social. A relação entre a estrutura e a superestrutura é dinâmica e dialética, em que os fenômenos econômicos influenciam os fenômenos políticos e sociais, e vice-versa. Refletir sobre a estrutura econômica de uma sociedade nos convida a questionar as relações de produção, a distribuição de recursos e o desenvolvimento socioeconômico. Compreender a dinâmica e as interações entre os diferentes setores e elementos da estrutura econômica nos ajuda a analisar os desafios e as oportunidades para promover um desenvolvimento equilibrado e sustentável.

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Companhias de comercio

As companhias de comércio foram instituições características do período mercantilista, estabelecidas por comerciantes e governos europeus com o objetivo de controlar e impulsionar as relações comerciais entre a metrópole e as colônias, bem como para a conquista e administração de territórios coloniais. Essas companhias, organizadas com propósitos monopolistas, representavam uma versão atualizada das antigas associações de mercadores medievais, como a Liga Hanseática. As características das companhias de comércio variavam de acordo com o país de origem. Em Portugal, por exemplo, a Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649) foi criada para defender o território colonial e a frota comercial portuguesa contra piratas franceses, ingleses e holandeses. Já as companhias inglesas, francesas e holandesas das Índias Orientais e Ocidentais tinham finalidades diferentes e foram estabelecidas com propósitos específicos. No Brasil colonial, a primeira sociedade comercial portuguesa foi a Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649), inspirada pelo padre Antônio Vieira, conselheiro de Dom João IV. Essa companhia detinha o monopólio sobre a venda de produtos como vinho, azeite, farinha, bacalhau e pau-brasil, além de poder proibir a fabricação de produtos que competissem com os da metrópole. Outras companhias, como a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (1755) e a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba (1759), foram criadas para controlar o comércio regional com Lisboa. As companhias privilegiadas, em escala mundial, desapareceram definitivamente no século XIX com o desenvolvimento do capitalismo industrial, que buscava expandir a produção e penetrar em todos os mercados. Essas companhias foram substituídas por um sistema econômico mais aberto e competitivo, baseado nos princípios do livre comércio.

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