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Dicionário Financeiro

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Termos mais procurados

Taxa de Assistência do Banco Central - TBAN

A Taxa de Assistência do Banco Central (TABC) refere-se a uma situação na qual o consumidor maximiza sua utilidade, ou seja, sua satisfação, considerando uma restrição de renda estabelecida. No gráfico de indiferença, essa situação é alcançada quando o consumidor atinge a curva de indiferença mais elevada dentro das limitações impostas pelo seu nível de renda. A curva de indiferença representa diferentes combinações de bens ou serviços que proporcionam a mesma satisfação ao consumidor. Cada curva de indiferença é caracterizada por um nível de utilidade igual, e o objetivo do consumidor é atingir a curva de indiferença mais elevada possível, considerando suas restrições financeiras. Ao estabelecer uma taxa de assistência, o Banco Central pode afetar indiretamente o nível de renda dos consumidores e, consequentemente, sua capacidade de alcançar uma curva de indiferença mais elevada. Alterações nas taxas de juros, por exemplo, podem influenciar os custos de crédito e empréstimos, impactando a disponibilidade de recursos financeiros para os consumidores. Portanto, a Taxa de Assistência do Banco Central é um conceito que está relacionado à busca do consumidor pela máxima satisfação considerando suas restrições de renda. É importante considerar as políticas econômicas e as condições financeiras que podem influenciar a capacidade do consumidor de alcançar seus objetivos de consumo.

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Lei Economica

A lei econômica é uma relação necessária que se repete constantemente entre os diferentes elementos do processo produtivo. Algumas leis econômicas amplamente reconhecidas são a Lei do Valor e a Lei dos Rendimentos Decrescentes. Essas leis econômicas não são apenas reguladoras do processo produtivo, mas também determinam seu desenvolvimento e transformações. Elas possuem um caráter objetivo, ou seja, existem independentemente da vontade dos indivíduos, embora expressem a ação humana na atividade produtiva. Uma lei econômica específica não atua isoladamente, mas está relacionada a inúmeras outras leis que compõem e caracterizam uma estrutura produtiva. Sua manifestação e ação possuem um caráter histórico, estando vinculadas ao nível de desenvolvimento das forças produtivas de uma época ou sociedade, além de refletirem as formas de propriedade e divisão do trabalho historicamente estabelecidas. As leis econômicas não são leis eternas da natureza, mas são produtos de condições históricas específicas. Algumas leis são específicas de uma formação social, enquanto outras são comuns a várias formações sociais. Por exemplo, a Lei de Formação dos Preços só se manifesta em formações sociais onde as trocas estão altamente desenvolvidas, especialmente em sociedades regidas por economias de mercado. Embora existam várias leis econômicas atuando em uma formação social, cada sociedade possui uma lei econômica fundamental que determina todas as outras leis econômicas, assim como o comportamento dos indivíduos, dos grupos sociais e até mesmo do Estado em questões econômicas práticas. O caráter objetivo e espontâneo das leis econômicas é percebido pela consciência humana como forças cegas da natureza, algo estranho e totalmente independente das ações humanas. No entanto, desmistificar esse processo de divinização ou fetichismo das leis econômicas é de vital importância para a ação social e produtiva dos indivíduos.

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Nota bancaria (ou bilhete de banco)

Uma nota bancária é um título emitido por um banco que estabelece a obrigação do banco de pagar ao portador, no momento da apresentação do título, o valor especificado nele. As notas bancárias têm sua origem nos recibos ou certificados de depósito de ouro, prata e moedas. No passado, quando o sistema monetário estava ligado diretamente a metais preciosos, como ouro e prata, os bancos emitiam notas como uma forma de representar o valor desses metais depositados. Essas notas eram utilizadas como meio de troca e podiam ser convertidas em ouro, prata ou moedas a qualquer momento. Com o passar do tempo, as notas bancárias evoluíram e passaram a ser emitidas não apenas para representar metais preciosos, mas também como uma forma de representar o valor monetário do banco. Atualmente, as notas bancárias são emitidas pelos bancos centrais de cada país e são consideradas moeda fiduciária, não estando mais diretamente ligadas a metais preciosos. As notas bancárias são amplamente utilizadas como meio de pagamento e circulam na economia como uma forma de facilitar as transações comerciais. Elas possuem valor legal e são aceitas como forma de pagamento em estabelecimentos comerciais e transações cotidianas. Em resumo, uma nota bancária é um título emitido por um banco que representa o valor monetário a ser pago ao portador. Ela tem origem nos recibos de depósito de metais preciosos e atualmente é emitida pelos bancos centrais como moeda fiduciária.

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Modelo harrod-domar

O Modelo Harrod-Domar é um modelo de crescimento econômico que combina as contribuições de dois economistas, o inglês Roy F. Harrod e o norte-americano Evsey D. Domar. Harrod argumentou que a taxa de investimento deve ser igual à taxa de poupança, o que é uma condição suficiente para um crescimento equilibrado. Por sua vez, Domar acrescentou a necessidade de uma segunda igualdade, entre o crescimento da renda e o crescimento da capacidade produtiva. O Modelo Harrod-Domar pode ser entendido como uma tentativa de concretizar a teoria keynesiana sobre a determinação dinâmica da renda, levando em consideração o efeito de variáveis ao longo do tempo. Seus elementos básicos são: Uma função de produção em que o produto Q resulta do total de capital empregado (k) multiplicado pela relação produto-capital (v), ou seja, Q = k.v. Essa relação é definida como a quantidade de capital necessária para produzir uma unidade de produto, e o modelo supõe que ela permaneça constante. Uma concepção de poupança baseada na propensão a poupar de Keynes, estabelecendo que a poupança total (S) em determinado período é uma porcentagem (s) da renda ou produto total (Q) daquele período, ou seja, S = s.Q. Supõe-se que haja pleno emprego do capital, ou seja, toda a poupança é investida e adicionada ao estoque de capital, de modo que S = I = dk, onde I representa o investimento. O capital é o único fator de produção explicitamente considerado no Modelo Harrod-Domar. O trabalho combina-se com o capital em proporções fixas, sem levar em consideração aumentos populacionais ou mudanças na demanda de trabalho à medida que a acumulação de capital ocorre. Supondo uma relação produto-capital de 1/4 (ou seja, quatro unidades de capital são necessárias para produzir uma unidade de produto) e uma propensão a poupar de 25% (sendo os 75% restantes destinados ao consumo), e considerando um estoque inicial de capital de 400, o produto no primeiro ano seria de 400 x 1/4 = 100. Deste total, 75% seria consumido e 25% poupado, resultando em um aumento do estoque de capital de 25% de 100, ou seja, 25. Isso levaria a um estoque de capital no ano seguinte de 425, resultando em um produto de 106,25 unidades, e assim por diante. Considerando um crescimento demográfico e da força de trabalho de aproximadamente 3% ao ano, os resultados numéricos para um período de cinco anos seriam os seguintes: Onde (c) representa o consumo, (p) a população e (q/p) a renda per capita.

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Aplicação de resultados

A "Aplicação de Resultados" é o processo de distribuição dos lucros anuais de uma empresa. Parte desses lucros é destinada à formação de reservas, que podem ter diferentes finalidades, tais como reservas legais, estatutárias, contratuais e livres. As reservas legais são constituídas obrigatoriamente, conforme determinação legal, correspondendo a uma porcentagem específica dos resultados positivos anuais. Essas reservas visam garantir a segurança financeira da empresa e podem ser utilizadas para cobrir prejuízos em períodos futuros, se necessário. Além das reservas, os resultados podem ser distribuídos aos acionistas sob a forma de dividendos. Os dividendos representam a parcela do lucro que é destinada aos acionistas como retorno sobre o investimento realizado na empresa. Outra forma de distribuição dos resultados é por meio de bônus aos trabalhadores, como uma forma de reconhecimento pelo desempenho e contribuição para os resultados alcançados. Por fim, os resultados também podem ser mantidos como resultados transitados, ou seja, retidos na empresa para reinvestimento em projetos futuros ou para fortalecer a capacidade financeira da organização. No caso de prejuízos, esses podem ser cobertos por reservas acumuladas em períodos anteriores, ajudando a preservar a saúde financeira da empresa e a evitar impactos negativos sobre o seu patrimônio líquido. É importante destacar que a forma como os resultados são aplicados e distribuídos depende da política de dividendos e das decisões tomadas pela administração da empresa, sempre levando em consideração os interesses dos acionistas, trabalhadores e a necessidade de manter a solidez financeira da organização.

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