Dicionário Financeiro

Não deixe o economês te travar. Descubra o significado das siglas, indicadores e jargões do mercado financeiro e invista com segurança.

Termos mais procurados

Pea

Pea é uma sigla que significa População Economicamente Ativa, representando o número de pessoas que estão em idade ativa para o mercado de trabalho e estão empregadas ou em busca de emprego. No Brasil, o contingente de trabalhadores com carteira assinada gira em torno de 45 milhões de pessoas, sendo essa a base de cálculo para a taxa de desemprego medida pelo IBGE. É importante ressaltar que a Pea é um indicador fundamental para compreender a dinâmica do mercado de trabalho em um país. Através da análise da Pea, é possível verificar a quantidade de mão de obra disponível, a taxa de ocupação e desemprego, bem como identificar possíveis tendências de crescimento ou recessão econômica. No contexto atual, com a crise econômica causada pela pandemia de Covid-19, a Pea tem sido um termômetro para avaliar os impactos da crise no mercado de trabalho. Muitas pessoas perderam seus empregos e entraram para a estatística de desempregados, enquanto outras tiveram que se reinventar e buscar novas oportunidades de trabalho. Portanto, a Pea não se limita apenas a um número estatístico, mas reflete a realidade de milhões de brasileiros que dependem do trabalho para sustentar suas famílias e garantir seu sustento. É um indicador sensível às mudanças econômicas e sociais, que deve ser acompanhado de perto para orientar políticas públicas e ações que visem a geração de emprego e renda para a população. Em suma, a Pea é muito mais do que um simples dado estatístico. Ela representa o esforço e a dedicação de milhões de trabalhadores que contribuem diariamente para o desenvolvimento do país. Por isso, é essencial valorizar e investir na Pea, garantindo oportunidades de trabalho digno e condições adequadas para que todos os cidadãos brasileiros possam exercer sua atividade laboral com dignidade e segurança.

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Spinning Jenny

A Spinning Jenny foi uma invenção revolucionária para a indústria têxtil, criada por Hargreaves em 1768. Essa máquina de fiar permitia que um único trabalhador pudesse manejar vários fusos simultaneamente, o que resultou em um aumento significativo da produtividade e da produção de fios. Esse avanço era essencial para atender a crescente demanda por tecidos, impulsionada pela invenção da lançadeira volante de Kay em 1733. Antes da Spinning Jenny, o processo de fiar era manual e extremamente trabalhoso. Com a nova máquina, os trabalhadores puderam produzir mais fios em menos tempo, tornando a indústria têxtil mais eficiente e lucrativa. A capacidade de manejar vários fusos ao mesmo tempo representou um marco na história da manufatura e abriu caminho para a mecanização de processos anteriormente manuais. O impacto da Spinning Jenny foi tão significativo que contribuiu para a aceleração da Revolução Industrial, transformando a maneira como os tecidos eram produzidos em larga escala. Com a combinação da lançadeira volante de Kay e da Spinning Jenny, a indústria têxtil experimentou um boom de inovação e crescimento, impulsionando a economia e a sociedade da época. Em conclusão, a Spinning Jenny foi mais do que uma simples máquina de fiar. Ela representou um ponto de virada na história da indústria têxtil, marcando o início de uma nova era de produção automatizada e em larga escala. Seu impacto duradouro pode ser sentido até os dias de hoje, sendo um exemplo de como a inovação tecnológica pode revolucionar um setor e impulsionar o progresso econômico e social.

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Direitos Especiais de Saque

Direitos Especiais de Saque (DES) são um tipo de reserva ou moeda internacional criada em 1967, na Conferência do Fundo Monetário Internacional realizada no Rio de Janeiro, para substituir o ouro como o principal meio de liquidação de transações financeiras internacionais, e por essa razão também denominado "ouro-papel". Cada país pode saldar os déficits de seu balanço de pagamentos com DES, ouro ou com moedas fortes. Os DES foram criados para aliviar as tensões criadas pela escassez de ouro e de outros tipos de reserva em face de um comércio internacional em expansão. A oferta de ouro estava crescendo num ritmo pequeno (menos de 2% ao ano) e os sucessivos déficits externos dos Estados Unidos e da Inglaterra enfraqueceram o dólar e a libra esterlina a tal ponto que os demais países foram perdendo a confiança nestas moedas. Até 1971, o governo americano conseguiu manter a paridade do dólar em 35 dólares por onça troy de ouro, mas suas reservas caíram tanto que esta paridade foi suspensa naquele ano, e dali em diante adotou-se o sistema de taxas de câmbio flutuantes (crawling peg). Dentro de certos limites, cada país poderia trocar sua própria moeda no FMI por DES, o que tornava o DES a reserva para ser utilizada em caso de déficit no respectivo balanço de pagamentos. Os DES são utilizados apenas para acertos entre os bancos centrais de cada país e o FMI, e não têm uma existência tangível, isto é, não existem notas nem moedas de DES, nem um símbolo para designá-los. Até meados de 1974, os DES eram avaliados em termos do ouro e do dólar. Mas, uma vez que esse sistema dava lugar a flutuações acentuadas em função do enfraquecimento da moeda norte-americana, os países líderes do comércio internacional pressionaram para que se fixasse o valor dos DES numa cesta de moedas. Esta cesta é formada por moedas de dezesseis países da Europa Ocidental, dos Estados Unidos, do Canadá, do Japão e da África do Sul. O resultado é que os DES tornaram-se mais estáveis do que cada moeda individual, e o seu uso se expandiu. Em suma, os Direitos Especiais de Saque (DES) desempenham um papel importante no cenário financeiro internacional, servindo como uma reserva para os países em caso de déficits em seus balanços de pagamentos. Sua criação e evolução ao longo do tempo refletem as necessidades e desafios enfrentados pelas economias globais, contribuindo para a estabilidade das transações financeiras internacionais.

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Seplan - secretaria do planejamento

A Secretaria do Planejamento (Seplan) é um órgão do poder executivo de assessoramento da Presidência da República, criado pela lei nº 6.036, de 1º de maio de 1974, em substituição ao Ministério do Planejamento e Coordenadoria Geral estabelecido em 1967. Com a função de assistir a Presidência na coordenação do sistema de planejamento econômico nacional, a Seplan sugere medidas relativas à política de desenvolvimento científico e tecnológico, supervisiona o orçamento nacional e promove a modernização administrativa. No governo Figueiredo, a Secretaria do Planejamento foi ocupada pelo economista Antonio Delfim Neto, tornando-se o órgão responsável pela elaboração e coordenação de toda a política econômica e financeira do país, subordinando todos os ministérios de sua área. Em 15 de março de 1990, em decorrência da política do governo federal visando diminuir o número de ministérios e secretarias, a Seplan foi extinta por meio da medida provisória nº 150, e suas atribuições passaram ao novo Ministério da Economia. No segundo semestre de 1992, com a extinção do Ministério da Economia, a Secretaria do Planejamento que dele participava ganhou novamente o status de ministério. É importante ressaltar a relevância da Seplan na história do planejamento econômico nacional e na coordenação das políticas de desenvolvimento do país. Seu papel foi fundamental em momentos-chave da economia brasileira, contribuindo para a modernização administrativa e o estabelecimento de diretrizes importantes para o crescimento sustentável.

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Exercito Industrial de Reserva

O Exército Industrial de Reserva, termo cunhado por Karl Marx, refere-se ao contingente de trabalhadores desempregados ou subempregados que estão disponíveis para serem incorporados à força de trabalho em momentos de aumento da demanda por mão de obra. Esses trabalhadores são considerados uma espécie de "reserva" que pode ser acionada de acordo com as necessidades do mercado. Essa concepção marxista do Exército Industrial de Reserva está intrinsecamente ligada à ideia de que o sistema capitalista opera de forma cíclica, com períodos de expansão econômica seguidos por crises que levam ao desemprego em massa. Nesse contexto, os trabalhadores desempregados são vistos como uma espécie de "exército" que pode ser mobilizado para suprir a demanda por mão de obra quando necessário. No entanto, o termo Exército Industrial de Reserva vai além de uma mera reserva de mão de obra, ele também tem um caráter de controle e disciplina dos trabalhadores. A existência desse contingente de desempregados cria uma pressão sobre os trabalhadores empregados, pois sabem que podem ser facilmente substituídos por aqueles que estão na reserva. Isso contribui para manter os salários baixos e a jornada de trabalho prolongada. Em suma, o Exército Industrial de Reserva é uma manifestação do funcionamento do sistema capitalista, que utiliza o desemprego como instrumento de controle e disciplina dos trabalhadores. Ao entender esse conceito, é possível compreender melhor as dinâmicas do mercado de trabalho e as relações de poder presentes na sociedade contemporânea.

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